(Reticências…)

Ela acorda cedo, mas já acorda triste, porquê sabe que vai trabalhar e trabalhar e todo esse esforço é só pra pagar contas e boletos, mal sobra pra um lazer ou aquela blusa que esta namorando a meses, mas mesmo assim ela enxuga a lagrima que corre no canto dos olhos cansados e agradece a Deus pela saúde, e pelo teto sobre a sua cabeça.
Ela pega ônibus, metrô vê muita gente, e durante seu expediente fala com muitas pessoas, tem que manter sorriso na voz, ser simpática, empática e paciente, algumas das vezes é desrespeitada, enfim o dia termina e ela volta pra casa, ela pega metro e ônibus, e vê que teve contato com tantas pessoas mas mesmo nessa Metrópole enorme e movimentada, ela se sente sozinha as vezes vazia, mas não espera que ninguém lhe entenda, as pessoas tem mania de chamar de vitimismo, quando choramos.
Ela acorda cedo no sábado lava roupa, arruma a casa, tira o pó, lava a louça, faz comida, e fim acabou o fim de semana, não é culpa de ninguém, nem é culpa dela, é que em meio a um mar de decepções ela esperava mais da vida de adulta, ela esperava mais sorriso, mais sabores, mais lugares, mais amores, nessa selva cinza onde oque mente melhor é o mais bem sucedido ela sempre perde, pois tem a fraqueza da verdade.
Ela foi o melhor que pode e não foi suficiente, e continua não sendo, é menina mulher, o reflexo do que muitas foram, é recatada, mais tem medo de ser assim pra sempre, ela só quer a paz de dormir e acordar um dia sem se lembrar do que viveu, acreditar que vai ser diferente que é possível sim, se reconstruir, ser alegria de novo, não ter os pés aprisionados, caminhar por caminhos floridos, esperar que as pessoas sejam tão sinceras como ela, de tudo isso ela só não quer perder sua essência em meio a este mundo perdido.

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Author: Kelly Araujo

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