Um texto pra aliviar

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    Numa noite chuvosa às 03:38 hrs, no dia 01/07/2013 está ali uma garota escrevendo o que ela chamaria de “Um texto pra aliviar”, Seu nome bom isso não importa! Chega, vamos enfim pro texto, logo após eu acabar com sua vontade de ler após essa introdução ridícula que acabei de escrever, era pra vc rir, como eu esperava, bem, não tenho esse dom u.u

    Após ler um texto ridículo em algum blog de alguma pessoa desconhecida, sobre o qual falava sobre sentimento de falta, comecei a me lembrar de coisas que sinto falta, coisas que lembro muito em muitas partes dos meus dias, coisas sobre você, sobre tudo, sobre nós.

    Começo lembrando daquele dia, algum dia no começo do mês de Dezembro de 2011.
    Sim, onde o silêncio prosperava em meio à tanto barulho de crianças brincando e pessoas conversando, seus olhos me davam o silêncio e a paz inexplicável de que nada no mundo poderia nos afundar, ninguém, e nada, de que éramos sem dúvida juntos o sangue daquela Terra e daquele universo todo, que se encontraram depois de uma vaga procura um pelo outro (é uma teoria boba minha, não ache que eu lia muitos contos de fada ¬¬’ 1° pq não gostava).
    Lembrei de como tremia por dentro, e de como tinha medo de demonstrar isso tremendo por fora, então tentava me manter sempre acordada, e lembrar que vc poderia notar.Lembro-me da camiseta que usou “RHCP” *-* Como poderia esquecer de cada gesto seu ? Eu lembro de todos …Lembro-me do seu jeito meio timido comigo, de como era tratada e de cada cuidado que prestava à mim *-*

    Eramos reais e estávamos ali, estávamos… Foi o dia em que mais me senti viva. E eu sinto tanta falta de tudo isso :\

    Mas você diz que isso acaba (cara quase chorei), talvez vc acredite nessa teoria, eu não, você está ainda está ali sentado naquele banco do parque Santo Dias não está ? Será que ainda consegue se sentir como se estivesse ali ? Por que eu sempre senti a mesma coisa por mais que você desacredite nisso, eu consegui amar a mesma pessoa como comecei a amar desde o primeiro dia, e a cada dia só consegui me encher mais de orgulho por ter você, e mais esperança em nós, e hoje estou aqui escrevendo sobre o que eu sinto falta como se fosse um grande SAVE-ME, pedido de socorro, um grito, o que seja…

  • Sinto falta de encontrar você no meio do caminho e abrir um sorriso e os braços a uma quadra de distância.
    Porque era a pessoa que eu mais queria ver naquele instante que vinha ali, mesmo quando, eventualmente, eu não quisesse ver ninguém.
    De escutar você dizer meu nome no meio da escadaria, antes de chegar em casa.
    Dos ataques de carinho e dos nomes incompreensíveis pelos quais nos chamávamos.
    Das expressões que você inventava e que a revelavam muito mais poeta do que eu.
    Dos banhos demorados e do delineador cuidadosamente desenhando o olho.
    Das manchas de maquiagem na toalha. Do jeito que você pega no nariz quando fala de filosofia.
    De como observou que eu mexo a boca de um jeito quando estou pensando na palavra certa.
    De como deixou de observar.
    De poder brincar de ser criança e pensar que eu era aquele menino que ficou com a menina mais bonita da escola.
    De quando você dizia “não gosto” quando alguma coisa ruim podia acontecer e quando dizia “por favor” quando algo bom estava prestes a ocorrer, mais como promessa que como pedido. Da manjerona que na verdade era uma erva daninha fingindo ser manjerona.
    De como você preferia os móveis sem nada em cima.
    Da pinup na parede.
    De como eu me sentia em casa na minha própria casa (e como não me sinto hoje em lugar algum).
    De como você nunca reparou que eu abria a porta pra você porque isso não tinha importância mesmo, afinal, todo o mundo sabe abrir a porta do carro.
    De tomar café com você nos seus pais quinta à noite.
    Do jeito que seu cabelo tem uma faixa luminosa sob a luz, mesmo com o barulho do secador todos os dias, do qual também (até) sinto falta.
    Da cama aquecida com a bolsa de água quente amarela.
    Dos seus pés, de suas pernas, seios, do ossinho esquisito e desesperador, das suas tatuagens (da folha que faltou pintar, inclusive), dos seus olhos que por vez eram escuros e por vezes pareciam claros, das suas mãos do tamanho das minhas.
    Da mesa enorme, de madeira, onde receberíamos os amigos quando fôssemos velhos.
    De como às vezes você preferia ficar dormindo a sair tomar café muito cedo comigo.
    De buscá-la em lugares. De deixá-la em lugares.
    De pensar em coisas pra agradá-la (de como era tão fácil de agradar).
    Até de quem eu era quando estava com você eu sinto falta.
    Do “mais do que tudo” e da estrela de que provavelmente viemos os dois em forma de poeira para, só então, nos fazermos gente, segundo Carl Sagan (embora não lembre como ela era ou se era quente demais por lá). Das coisas que você me dava e até das que não dava e das que jamais poderá dar – e que hoje tenho – sinto falta. #Sam :)

     

    platonico

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Author: Kelly Araujo

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